Francisco Fujimoto


Qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis?

Em 2004, trabalhando na Canon Fintech no Japão tive meu primeiro contato com o Kanban Fabril, onde me tornei líder de linha de produção, exercendo esta função por 1 ano e 6 meses. Comecei a estudar, participar de treinamentos e colocar em prática fundamentos do pensamento sistêmico, gestão de produção por demanda e gestão das pessoas da equipe. Porém o foco neste ambiente era "eficiência". Retornando ao Brasil, em meados de 2009, entrei na indústria de software e me deparei com processos engessados, atrasos, muita cobrança e nenhum resultado. Comecei a me questionar se não teria uma outra forma de gestão para esses projetos. E assim encontrei o Scrum. Atualmente, participando na transformação ágil da TQI aplicando fundamentos do Management 3.0 e no papel de Agile Master em 3 times do PagSeguro. Onde diariamente somos desafiados a nos reinventar e proporcionar um ambiente de trabalho ligado no mindset ágil.

O que você planeja aprender ou explorar nesse Camp?

Foco principal em buscar e compartilhar a experiência com demais participantes, sobre a atuação nos times (O que tem dado certo, o que tentamos e não funcionou, os desafios que temos em aplicando DEVOPS em times ágeis) e também sobre a transformação ágil que estamos trabalhando da TQI.

Qual é o maior desafio para a comunidade ágil nos próximos 5 anos e por que?

Deixar claro a grande diferença que existe entre "fazer ágil" e "ser ágil". Acompanhando o comercial da consultoria onde trabalho atualmente, processo seletivo para vagas (principalmente Agile Mater / PO) e novos integrantes para os times onde atuo com Agile Master, observo uma visão muito distorcida sobre agilidade. Onde o "ágil" está sendo um produto comercial vendido por empresas para conseguir contratos, empresa e equipes de desenvolvimento no antigo cascata e falando que é ágil por fazer dailys e em consequência disso, cada vez mais as "pessoas" envolvidas neste processo "FAKE" estão ficando desacreditadas.Acredito que o maior desafio nas organizações é disseminar a cultura ágil em outros áreas (RH, financeiro, marketing, comercial). Como mostrar que agilidade vai além de desenvolvimento?

Também, como mostrar a organizações tradicionais que com o modelo ágil é possível ter ganhos.

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