Henrique Imbertti


Qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis?

Tive o primeiro contato em 2004 com o Alisson Vale através de um time que estava utilizando XP. Comecei a atuar 100% como um Agente de Mudanças/ScrumMaster/Agile Coach em 2008. Ajudei uma startup que estava indo em direção ao caminho tradicional a experimentar o ágil, formei POs e rodei vários treinamentos internos. Passei pelo Yahoo! onde fizemos muitos experimentos com produtos, conheci o Lean Startup e me aprofundei na criação de times de alta performance. Passei por uma startup onde vivenciei as dores do crescimento rápido e de como aplicar a agilidade em escala. Isso me levou ao interesse no Spotify, onde acabei trabalhando de 2014 à 2017 na Suécia. Nos últimos dois anos tenho ajudado na transformação digital e ágil do Magazine Luiza onde lidero o time de Agile Coaches, onde eu formo e recruto pessoas para este time que age como uma consultoria interna. Nós rodamos treinamentos internos, facilitamos workshops, ajudamos a mapear fluxos de valor, criamos times ao redor destes fluxos, nos esforçamos para que os times atinjam o estado de alta performance o mais rápido possível, ajudamos as áreas de negócio a serem mais ágeis e possibilitamos que o Magazine possa se destacar ao aprender mais rápido, se adaptar e inovar.

O que você planeja aprender ou explorar nesse Camp?

Qual é o maior desafio para a comunidade ágil nos próximos 5 anos e por que?

Vejo muitas empresas querendo usar o ágil por estar na moda ou porque o concorrente está usando. Vejo também muitas pessoas se aproveitando desta onda para oferecer serviços, mesmo sem ter experiência, o que tende a levar a resultados ruins. Há também muitas pessoas que acham que já sabem e que já praticam o ágil, porém ao fazer algumas perguntas, é fácil identificar que só arranharam a superfície do assunto. Resumindo, a banalização pode manchar o ágil, pois se estes altos investimentos não estiverem gerando valor para os clientes, pode-se criar uma sensação de que o ágil não funciona e abrir espaço para a próxima moda. Como hoje tudo é ágil (coisas boas e ruins), o que eu tenho feito é usar uma linguagem mais neutra que todos entendem: satisfação do cliente, lead time, ROI, etc...De acordo com o livro de Geoffrey Moore, Atravessando o Abismo (Crossing the Chasm), vejo um grande desafio para a comunidade ter que lidar com os atrasados/conservadores/retardatários, mas isso é um fluxo normal. Pode ser que um novo nome ou abordagem surja no futuro. É a adaptação em sistemas complexos acontecendo.

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