Polegato


Qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis?

Atuo com agilidade há 9 anos, iniciei nesta jornada em 2010 dividindo meu tempo entre desenvolvimento e Scrum Master. Neste período como desenvolvedor me dediquei as práticas XP e como Scrum Master atuei na condução e direcionamento da equipe no framework Scrum. Foi um período importante, de muito aprendizado, onde através de experimentos e falhas, consegui enfim entender os princípios ágeis.

Em 2015, considero como um ano “divisor de águas”, comecei de fato a deixar de seguir modelos ágeis prescritivos, e então a enxergar a agilidade como um meio, buscando o engajamento de equipes, trabalho na cultura, pessoas e resultados.

Tive a oportunidade de experimentar e adaptar diferentes frameworks, exemplo SAFe, atuei como RTE durante dois anos, conduzindo todas as cerimônias e releases.

Atuei fortemente na eliminação de silos, transformando grandes equipes com responsabilidades isoladas em times multidisciplinares, utilizando um fluxo de trabalho mais aderente a realidade, através do método Kanban.

A partir de 2016, atuo como coordenador de desenvolvimento, não abandonando a agilidade, e tendo como responsabilidade a formação de equipes, cultura, desenvolvimento profissional, mentoria e disseminação de boas práticas de engenharia de software. Apoio na condução de reescrita de um software monolito, de alta disponibilidade em micros serviços e com diferentes tecnologias, utilizando lean e agile.

Atuo na comunidade ágil nacional palestrando em diferentes eventos como Agile Brazil, Agile Trends, TDC e eventos locais.

O que você planeja aprender ou explorar nesse Camp?

Trocar experiências e ouvir cases em relação a:

Pessoas: Formação de equipes, empresas que crescem exponencialmente em um curto período de tempo. Como formar e manter uma boa cultura com muitas pessoas novas a cada dia. Empresas de tecnologia, fábricas de software que crescem exponencialmente e a cada dia recebe novos integrantes nas equipes, novos líderes, novas equipes. Como podemos obter o melhor desta diversidade e ao mesmo tempo manter os valores, bons hábitos e boas práticas de uma cultura já estabelecida?

Liderança: Criação de um ambiente propício para a formação de líderes legítimos, reconhecidos pela equipe. Como estes podem e devem atuar para garantir a autonomia e responsabilidade de cada indivíduo e coletivo. É comum ainda nas empresas a nomeação de um líder que se destaca em seu papel, porém sem skills necessários para tal função, perde - se um excelente técnico e ganha-se um mau líder. A curto prazo teremos pessoas/equipes desmotivadas e disfunções visíveis. Como criar ambientes de confiança, que emergem líderes reconhecidos pela equipe, proporcionando autonomia e responsabilidade a todos?

Portfólio: Visibilidade e acompanhamento para entregas de longo prazo. Estamos trabalhando atualmente na reescrita de um software crítico, de alta disponibilidade, com aproximadamente 10 milhões de linha código, além de, continuar a desenvolver novas features. Quero compartilhar e aprender novas formas para planejar e acompanhar roadmaps, estabelecer uma visão e planejamento estratégico. Como outras empresas passaram por este processo, como é realizado o acompanhamento, prazos, visibilidade?

Qual é o maior desafio para a comunidade ágil nos próximos 5 anos e por que?

Unificar e fortalecer a comunidade. Não uma comunidade dividida por ideologias que se canibalizam. Desenvolvedores, engenheiros, líderes, gestores... participando e discutindo aprendizados, compartilhando experimentos e resultados, sem se preocupar se é ou não Agile, se está ou não o certo. Vejo como um grande desafio preservar este público na comunidade nos próximos anos.

Voltar