Tadeu Bittencourt


Qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis?

Trabalho a 5 anos em equipes ágeis, sendo os últimos 3 em posição de gestão. Comecei como um gerente de projetos tentando trazer práticas ágeis na empresa, e desmistificar a falsa idéia que projetos de grande porte não comportavam modelos ágeis e que projetos SAP ( Maior ERP do mundo) só funcionava em uma abordagem Waterfall. Após árduas tentativas de realizar uma mudança Botton-Up, hoje apesar de estar em uma empresa do ramo farmacêutico, que é extremamente regulamentada, conseguimos tirar a abordagem ágil em projetos de um patamar de abominável, passando pelo tolerável, aceitável, e estamos finalmente chegando no patamar de desejável pela organização. Hoje o maior projeto da companhia está com uma abordagem ágil, e a frente em que participo virou case interno de relacionamento, colaboração e gestão compartilhada, pois baseado em várias práticas ágeis e também no management 3.0, criamos um ambiente de colaboração, sempre defendendo que “Temos que trabalhar e cuidar da equipe. Do projeto, a equipe cuida”.

O que você planeja aprender ou explorar nesse Camp?

Gostaria de trocar experiência sobre a transformação da cultura na organização, e trazer algumas discussões

Como abordar a transformação da cultura em nível C-level ?

Para iniciar a “transformação ágil” precisamos seguir UM modelo?

Como trabalhar com projetos em estrutura matricial em uma organização que é extremamente hierarquizada ?

Até onde um Agile Coach pode ( e deve ) ir sem “atropelar” as outras atribuições ?

Como trabalhar com células ágeis dentro de projetos fundamentalmente tradicionais ?

Qual é o maior desafio para a comunidade ágil nos próximos 5 anos e por que?

Continuar fiel aos princípios ágeis independente de modelos pré-definidos. Cada vez mais as empresas querem usar "padrões", e encaixar suas empresas em um "Modelo Spotify", ou "Modelo Uber", e muitas vezes não notam que para isso estão forçando suas empresas em modelos que não obrigatoriamente são para ela, e o pior: sem entender o modelo para o qual estão indo, e muitas vezes apenas seguindo práticas, sem entender o real valor agregado.

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