Tadeu Marinho


Qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis?

Iniciei minha jornada no desenvolvimento de produtos digitais em 1999 como pessoa desenvolvedora de software. Na época a forma de trabalho tradicional e ainda voltada para o modelo da engenharia permitiu-me sentir as dores e a necessidade de mudança para atender as necessidades de adaptabilidade inerentes ao trabalho criativo.

Em 2003 tive meu primeiro contato com métodos Ágeis quando conheci o eXtreme Programming através de Joseph Yoder. Liderando equipes técnicas, comecei a influenciar times através de práticas de testes automatizados, pair programming entre outras. Aos poucos, fui ganhando destaque no trabalho e tornei-me arquiteto de software, o que me proporcionou a oportunidade de escalar essas práticas dentro de organizações.

Sentindo a necessidade de ir além do domínio Técnico, comecei a estudar métodos e frameworks que me proporcionaram atuar também nos domínios Organizacional e de Negócios. Pouco a pouco ajudei na transformação de times, mudando sua rotina de trabalho para trazer mais resultados evitando desperdícios. Desta forma, consegui atrair olhares que me apoiaram como agente de mudança organizacional.

Devido a grande resistência de líderes e gestores mais tradicionais com as mudanças necessárias para atuar dentro da Agilidade, passei a entender a importância de saber lidar melhor com quebra de paradigmas e relações humanas inerente ao trabalho do conhecimento. Desta forma, comecei a entender como mostrar as pessoas que a Agilidade vai muito além de um quadro na parede, atuando em comportamentos que muitas vezes são impactados por um sistema de crenças e valores já instalado dentro da organização através de seus colaboradores. Hoje sou apaixonado pelo domínio Cultural e procuro a cada dia entender melhor como potencializar a Transformação Digital respeitando as relações humanas.

A soma dessas experiências me levaram até a K21, empresa na qual venho atuando dentro e fora do Brasil como Agile Coach e Trainer com o intuito de mudar o mundo através do #TrueAgile. Desta forma, atuo diretamente nos níveis estratégico, tático e operacional em empresas de diversos tamanhos e nichos de mercado.

Também sou co-fundador da Conhecendo.me, empresa responsável pela potencialização de indivíduos e organizações através de práticas de desenvolvimento de pessoas.

Acompanho de perto práticas de gestão voltadas para o trabalhador do conhecimento e sou adepto do Management 3.0, sendo referenciado através de relatos de minha atuação e casos de estudo em seu site oficial.

Também contribuo com a comunidade Ágil ministrando palestras e workshops em eventos e já estive presente nos principais encontros realizados no Brasil, como o Scrum Gathering, Agile Brazil, The Developers Conference, Agile Trends Pocket …

O que você planeja aprender ou explorar nesse Camp?

As empresas vem buscando fórmulas rápidas para tornarem-se ágeis replicando modelos de trabalho sem mudar seu modelo organizacional. Papéis mal compreendidos estão sendo encaixados em cargos já existentes e o desafio de escalar a agilidade saindo de times desconectados para uma organização focada no aprendizado contínuo aumenta a cada dia. Mas será que a Agilidade é realmente viável para transformar organizações tradicionais ou uma empresa precisa nascer Ágil? Ela é aplicada apenas à empresas de tecnologia? Será que funciona apenas em pequenas empresas?

Venho refletindo sobre esses questionamentos e atuando utilizando os 4 domínios da Agilidade (Negócios, Cultural, Organizacional e Técnico) para acompanhar o movimento de adoção à transformação de empresas de diversos nichos de mercados, desde bancos àquelas que não possuem core tecnológico.

Gostaria de trocar experiências sobre como as quebras de paradigmas, tanto no upstream quanto no downstream, estão sendo tratadas pelos participantes para apoiar a reestruturação de empresas, tornando-as mais enxutas, menos burocráticas e focadas na aprendizagem.

Qual é o maior desafio para a comunidade ágil nos próximos 5 anos e por que?

Mostrar que Agilidade vai muito além do operacional, times. Ela pode e deve ser utilizada também pelos estratégicos e táticos para conectar todo o fluxo de valor organizacional, desde o upstream até o downstream.

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