Victor Hugo Germano


Qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis?

Desde 2004 atuando com métodos ágeis. Desde o momento que agilidade era sobre táticas de guerrilha para trabalho com melhor qualidade em nossos times de desenvolvimento, eu estive envolvido com a comunidade. Organizei um dos primeiros eventos embrião do atual Agile Brazil - o Ágiles 2009. Desde então, palestrei em praticamente todos os eventos de agilidade no país. Como profissional, trabalhei junto a times como mentor e coach ágil, e já atuei em todos os papéis em que se toca no mundo ágil: como CEO de uma empresa ágil, Agente de mudança em transformação ágil, consultor de times de desenvolvimento, desenvolvedor, PO, Agile Coach, Scrum Master e vendedor de projetos ágeis. No momento sou um dos diretores da Agile Alliance Global, organização global de promoção de agilidade, organizadora do maior evento mundial de agilidade .

O que você planeja aprender ou explorar nesse Camp?

Quero explorar nosso papel como líderes de comunidade e aprofundar o quanto estamos atuando em cima dos valores ágeis, e quanto estamos adaptando nossa abordagem para garantir ganhos financeiros agora que Agile é mainstream. Também gostaria de discutir mais a fundo a visão sobre organizações ágeis, e de que maneira estamos realmente movendo o movimento ágil para frente. Não existe um real alinhamento sobre o que "Business Agility" é dentro da indústria, e acabamos focando muito mais em processos. Quero ir além: será mesmo que conseguimos responder tão rapidamente ao mercado ou todas as nossas práticas estão obsoletas?

Qual é o maior desafio para a comunidade ágil nos próximos 5 anos e por que?

Não se tornar obsoleta. São tantas novas práticas e novas abordagens de gestão que acredito que a comunidade está se distanciando de desenvolvimento de produtos. As conferências já deixaram de receber desenvolvedores há anos, e estamos focando somente nos aspectos comportamentais das organizações, enquanto não estamos mais defendendo a finco valores de qualidade e excelência técnica. Por isso movimentos como devops e softwarecraft sairam dos movimentos ágeis e dificilmente voltam

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