Camila Lourenço


O que você planeja aprender ou explorar no Agile Coach Camp e quais os temas que você quer ver discutidos?

Gostaria muito de explorar visões diferentes sobre agilidade, ouvir experiências e cases de pessoas que atuam em cenários diferentes e similares ao meu e passar um pouco da minha vivência/experiência também, isso de forma abrangente. Mas gostaria de aprofundar em alguns assuntos como: 1 - Alinhamento em escala: Por mais independente que desenhamos os times/produtos, dependo da natureza do negócio/produto haverão intersecções, oportunidade de reutilização ou de expansão de uma feature, por exemplo, através de um outro serviço e interdependências no gerais. Como gerenciar isso de forma sustentável, considerando a particularidade dos times envolvidos e formas diferentes de trabalhar?

2 - Como trazer a simplicidade/foco no que importa em se tratando de “agilidade”: Por conta de algumas normatizações, e às vezes até burocratização dos métodos ágeis que acabaram acontecendo, venho percebendo uma resistência nos times em definir processos mínimos, acordos, políticas explícitas, mesmo quando todos estão claramente sofrendo com o caos. Queria ouvir opiniões e aprender mais sobre isso e discutir ações para evoluirmos nesse ponto.

Como você acredita que pode contribuir nessa edição do Agile Coach Camp?

Acredito que posso contribuir com a minha vivência em variados modelos de trabalho (de empresas mais “corporativas” e estruturadas, à startup menor com menos níveis de hierarquia e fintechs em hyper growth). Também compartilhando experiências e aprendizados que tive em temas como gestão do conhecimento, desenvolvimento de pessoas, fluxo de desenvolvimento/delivery lean/agile. E me coloco à disposição para ajudar na facilitação de atividades/debates em open spaces.

Conte-nos qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis

Meu primeiro contato com Lean foi em 2013, 7 anos depois de ter começado a trabalhar com tecnologia, e logo comecei a aplicar os conceitos e ferramentas para melhoria contínua, definições de fluxo de trabalho puxado, alinhamento entre eficiência e eficácia em áreas de manutenção e continuidade dos sistemas. Posteriormente passei a atuar como agile coach, ajudando times a trabalharem focando em pequenas entregas de valor, de forma colaborativa, definindo feedback loops e sempre buscando encontrar o problema a ser resolvido e não se “apaixonando” pela solução cegamente. Nesse período tive oportunidade de aprender várias formas de trabalho, tive contatos com inúmeras ferramentas (scrum, Kanban, xp, design sprint…) o que me ajudou a não me apegar em uma única “ferramenta”, mas a entender o contexto e assim entender o que é mais adequado. Na época usava muito a seguinte analogia: “Não adianta você tentar colocar uma camiseta P em quem veste G só para a pessoa não ficar nua… a camiseta vai entrar, mas não vai ser confortável e ela vai encontrar uma forma de não usar aquilo. Vi muitas vezes isso acontecer, o que distorcia totalmente o sentido da agilidade, na minha visão. Posteriormente comecei a trabalhar na liderança de times de engenharia e tive a oportunidade de evoluir em temas mais voltados ao desenvolvimento de pessoas, compartilhamento de conhecimento, criação de ambiente psicologicamente saudável e ajudando os times a trabalharem de forma remota e evoluírem neste formato de trabalho.

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