Ceci Fernandes


O que você planeja aprender ou explorar no Agile Coach Camp e quais os temas que você quer ver discutidos?

Estou sempre aberta a novas discussões, mas particularmente nesse ano eu gostaria de explorar:

Papéis e incentivos: é notável que pessoas ocupando diferentes cargos ou papéis de uma mesma empresa se comportem de formas, frequentemente, conflitantes. Eu gostaria de discutir se ou quando isso é um problema, e sobre formas de conseguirmos alinhamento mesmo em ambientes complexos. Nesse assunto provavelmente toquemos estruturas gerenciais versus as de desenvolvimento e evolução de produtos.

Limites da transparência: sempre fui muito apegada à ideia de que transparência é melhor do que omissão, mas tenho repensado a noção mais e mais. Gostaria de debater o assunto e entender o que outros agilistas entendem por Transparência.

Entrega de software: nos muitos últimos anos, a Agilidade tem sido considerada um assunto de Gestão e desenvolvedores têm se afastado da comunidade Ágil e até mesmo das práticas. Com a evolução dos modelos arquiteturais, será que não precisamos voltar a falar sobre e avançar práticas e ferramentas técnicas de entrega de software, também? Já submeti esse tema no passado, mas acredito que ele continua muito necessário e atual.

Como você acredita que pode contribuir nessa edição do Agile Coach Camp?

Acredito que minha vivência em diversos papéis diferentes dentro da Agilidade me colocam em uma boa posição para trazer a visão de, por exemplo, desenvolvedora de software a discussões de transformação digital; ou a visão de educadora em conversas sobre colaboração e trabalho em time; ou ainda a de gestora de pessoas técnicas quando falamos de autonomia e carreira. Também trago a perspectiva de quem trabalhou em treinamento, consultoria e, agora, em uma empresa de produtos. Além disso, me sinto bastante confortável facilitando dinâmicas e discussões.

Conte-nos qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis

Trabalho com métodos ágeis há mais de 10 anos, nos mais diversos papéis. Comecei como desenvolvedora, aplicando práticas e valores de XP desde cedo na carreira para criar e evoluir sistemas de software. Então, trabalhei com Scrum, passando pelos 3 papéis do framework em diferentes momentos.

Em 2010, fui contar na Agile Brazil que "Quando o Scrum passou a atrapalhar" (título da sessão) evoluímos o processo e passamos a usar uma abordagem mais Lean. Em 2011, curiosamente, fui contar como as evoluções seguintes nos levaram novamente a ter iterações.

Montei os cursos de agilidade e treinei muitas pessoas na Caelum, colegas e alunos, sobre práticas ágeis de desenvolvimento de software, processos, melhoria contínua e colaboração.

Já me denominei Agile Coach, mas decidi que queria mesmo ser uma "Agilista de amplo espectro" -- alguém que consegue atuar com agilidade no todo, desde o código até a organização. Passei 2 anos na ThoughtWorks como desenvolvedora e líder técnica e, hoje, sou Tech Manager no Nubank, onde sou responsável por um time de engenharia, mas atuo em um espectro ainda mais amplo que antes -- e em uma empresa de produtos, pela 1a vez.

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