Mariana Graf


O que você planeja aprender ou explorar no Agile Coach Camp e quais os temas que você quer ver discutidos?

Gostaria de entender a forma como as empresas - especialmente aquelas que trabalham com agilidade organizacional em maior escala - se organizam para tratar dependências, compartilhar práticas e priorizar o trabalho de profissionais com foco em papéis de agilidade. Ainda nesta linha, compartilhar dores do crescimento e da falta de conhecimento e prática real de média e alta liderança sobre métodos ágeis o que ocasiona trava nas possibilidades de desenvolvimento de produtos de forma flexível e sustentável, lidando com campanha agressivas de marketing, o apego pelo prazo e, majoritariamente a dificuldade de priorização e trabalho colaborativo. Aprender melhores práticas para a possibilidade do trabalho de agilidade diante de um cenário onde orçamentos, roadmaps pré-definidos, excesso de zelo pela divulgação de informações e relação com investidores e mercado são potencializadores de um caminho contrário ao que buscamos. Também aprender e explorar mais sobre design organizacional e pensamento sistêmico.

Como você acredita que pode contribuir nessa edição do Agile Coach Camp?

Acredito que assuntos relacionados a pessoas e cultura organizacional. Tenho bastante experiência com os temas feedback, modelos mentais e empoderamento, podendo compartilhar meus últimos estudos e várias ferramentas, os problemas que resolvem e os resultados que eu obtive no uso das mesmas. Aos que se interessam por formas de compartilhar conhecimento dentro de grandes empresas tenho uma série de experimentos e práticas que trouxeram vários ganhos em curto, médio e longo prazo e os desafios de manter as pessoas engajadas e motivadas diante de uma realidade agressiva de entregas e um mercado aquecido para profissionais em papéis de agilidade. Posso contribuir com minha experiência liderando um time de Agile Coaches que atuam em nível organizacional e como nos fundamentamos, apresentamos resultados e aprendemos num trabalho que por vezes pode ser tão subjetivo. Tenho familiaridade com facilitações diversas, desde cerimônias até conflitos, através de técnicas e atividades. Para quem quiser falar sobre OKRs posso falar sobre teoria e a prática da adoção em uma empresa de 20 pessoas e outra de 3000 pessoas. Quais são as lições aprendidas, os desafios e medidas que precisaram ser tomadas no meio desse caminho.

Conte-nos qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis

Minha carreira vem se desenhando de maneira menos convencional. Passei alguns anos trabalhando na Taller como People e vivenciando na veia a cultura de startup e experimentação, onde pude aprender sobre agilidade com profissionais disruptivos e inovadores e criar conexões entre o trabalho voltado a pessoas e métodos ágeis antes do boom do “RH Ágil”. Neste caminho, aprendi a importância e fortaleza do trabalho de comunidades e me dedico a ele de formas diferentes há cerca de 6 anos. Procurando por desafios maiores e buscando validar se as práticas menos convencionais que eu acreditava eram possíveis de ser implementadas em startups e grandes empresas, comecei minha jornada como Agile Coach no PagSeguro, uma empresa líder de mercado onde vivenciei o desafio de levar agilidade para uma organização que crescia exponencialmente. Ainda no Pag, abracei a responsabilidade de desenvolver novos Agile Coaches e apoiar o desenvolvimento de uma comunidade de Agile Masters (que hoje são por volta de 50), times funcionais e desenvolvimento (cerca de 180), Product Owners (por volta de 90) e liderar o time e a estratégia da área como gestora. Desde então vivenciamos um IPO, empresas adquiridas, crescimento do portfólio de produtos, o nascimento de um banco digital, mudanças de gestão e liderança e pelo menos 1400 novos profissionais para embarcar no trabalho com agilidade. Tem sido uma caminhada e tanto.

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