Romeu Mattos


O que você planeja aprender ou explorar no Agile Coach Camp e quais os temas que você quer ver discutidos?

Cultura nas organizações. Esse é meu principal tema, onde tenho mais dúvidas e curiosidades atualmente e onde gostaria de ir além do “Mindset” pro dia a dia de um agente de mudanças mesmo.

Trabalho numa grande empresa Portuguesa onde a cultura tomou umas porradas com toda a velocidade de escala e foi sempre se moldando ao longo do tempo, seja pela diversidade de etnias dos funcionários ou seja pelas questões históricas do velho continente.

Meus principais pontos são: como observar e reconhecer os pontos de alavancagens culturais? Como ir além das práticas? Dá para medir cultura? Quais as evidências de que a cultura de uma empresa cheira mal ou bem? E a contracultura, somos nós os do contra?

Como você acredita que pode contribuir nessa edição do Agile Coach Camp?

Comecei a trabalhar como desenvolvedor em empresas pequeninas (mas super importantes) e agora sou Agile Coach numa multinacional em Portugal (mas isso não é um caso de sucesso). Tem muita história nesse meio de caminho que posso compartilhar, principalmente os muitos e muitos erros.

Desde as primeiras buscas por fazer as equipes terem alta performance, escalar agilidade, até tentar levar agilidade para estratégia de negócio da empresa.

Para atingir performance de times encontrei problemas como não ter boas práticas de desenvolvimento de software até conflitos de visões entre membros da equipe. Usei práticas de XP como pair programing e TDD para evoluir a forma como desenvolvemos e ferramentas de Management 3.0 como o Delegation Board para melhorar nossas tomadas de decisões e democratizar a dinâmica do time.

Na parte de escala enfrento problemas desde não ter capacidade de ajudar as áreas da empresa e criar táticas como Agile Champion (responsável pela Agilidade) nas equipes, até problemas de coordenação de dependências entre várias áreas que precisamos visualizar e agir sobre uma gestão de Portfólio. Utilizo muitas práticas de método Kanban para ajudar a limitar o foco por exemplo no Portfólio e métricas de fluxo que ajudam a identificar capacidade.

Ultimamente meu principal desafio está sendo em conectar a estratégia de negócio na empresa as áreas de engenharia e produto, não temos muitas portas abertas ainda pra ajudar em decisões estratégicas a ponto de conseguir fazer as relações.

Ah! E também posso compartilhar como tá sendo trabalhar com agilidade em Portugal.

Conte-nos qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis

Bom… Comecei a desenvolver há 11 anos e logo veio primeiro contato com Scrum e XP e toda aquela novidade (pra mim). Passei uns bons anos fazendo isso até que as minhas frustrações com “gestão” me puxassem pra trabalhar com Agilidade. Fiz alguns experimentos e me mudei pra São Paulo para ser Agile Coach numa startup em fase de crescimento, ajudando a escalar e organizar o portfólio de produtos. Por último, tô vivendo em Portugal e trabalhando na primeira empresa unicórnio daqui, onde passei pela fase de querer levar agilidade para todas as áreas, discutir nosso papel de agilistas nesses contextos de escala e agora tentando levar agilidade para estratégia de negócio.

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