Salger Luiz


O que você planeja aprender ou explorar no Agile Coach Camp e quais os temas que você quer ver discutidos?

Desenvolvedores x Agilistas: como desenvolvedor de software a agilista me pergunto por que razão alguns desenvolvedores são tão reticentes em relação à agilidade, associando-a apenas à gestão. Como quebramos essas barreiras para que desenvolvedores compreendam o valor da Agilidade e se sintam à vontade para discutir e integrar práticas ágeis no seu dia a dia?

Times: times realmente autônomos é algo possível na prática? Até que ponto autonomia e senso de time são benéficos e a partir de onde se tornam um problema, trazendo mais foco para o time do que para os problemas a serem resolvidos?

Desenvolvedores x Negócio: em muitas empresas existe uma barreira entre pessoas de desenvolvimento e pessoas de negócio, com preconceitos de ambos os lados (desenvolvedores não entendem as prioridades do negócio e as pessoas de negócio nem querem saber pra que serve um micro serviço!). Como quebrar essa barreira e tornar negócio e desenvolvimento um time só?

Como você acredita que pode contribuir nessa edição do Agile Coach Camp?

Me interesso muito pela relação entre as pessoas que desenvolvem, agilidade e a entrega de significado através do software, por isso acredito que posso contribuir com a visão tanto de desenvolvedor quanto de agilista que já passou por diversos papéis e contextos e teve tanto frustrações quanto alegrias com times ágeis.

Conte-nos qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis

Trabalho com agilidade nos últimos seis anos. Comecei como Desenvolvedor e depois Scrum Master no projeto de criação do portal mobile de uma grande empresa de telefonia. O grande desafio desse projeto foi implantar entrega contínua, uma vez que o cliente tinha uma mentalidade muito rígida. Fui Agile Master em um time alocado no UOL, período em pudemos experimentar novas formas de trabalho e comunicação que nos permitiram ter um time que trabalhava muito bem junto, apesar de ser remoto. Um dos grandes desafios desse período, por atender à uma área acostumada a processos muito rígidos, foi conseguir fatiar as entregas, baseando em valor e experimentação, já que havia muita resistência à quebra e priorização das demandas.

Hoje exerço o papel de coordenação de alguns times do PagSeguro e um dos grandes desafios tem sido aproximar as pessoas mais novas dos fundamentos da agilidade para que pensem ágil e não apenas sigam cerimônias.

Também tenho feito parte do processo de transformação ágil da TQI, sendo parte de um grupo de agilistas que têm se esforçado para disseminar o pensamento ágil através muito estudo, colaboração e troca de ideias que tem se expandido também na nossa cidade, Uberlândia, MG, com eventos e meetups.

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