Mudança de data

Devido ao agravamento da pandemia de Covid 19 tivemos de alterar a data do evento de Março para Abril, caso queira saber mais clique aqui.





Ceci Fernandes


O que você planeja aprender ou explorar no Agile Coach Camp e quais os temas que você quer ver discutidos?

Liderança situacional. Meu estilo natural de liderança é dar muita liberdade e só intervir quando o resultado seria muito danoso, mas noto que isso funciona melhor em relações diretas e com pessoas mais confiantes. Gostaria de conhecer a estratégia de outros líderes a respeito de adaptação de estilos.

Cercas invisíveis e imaginárias. Inúmeras vezes por mês, me vejo falando com pessoas que enxergam restrições ou regras onde não existem. Outras tantas vezes, vejo pessoas frustradas porque não são convidadas para sessões ou consultadas. Como preparar pessoas para perceberem essas cercas e lidarem com elas, continua sendo um tópico importante.

Mecanismos de incentivo e evolução. Às vezes vemos indivíduos ou grupos inteiros se comportando de forma que não faz sentido com os princípios das organizações e, ao observar mais de perto, notamos que estão respondendo a incentivos, frequentemente acidentalmente perversos, que moram nos mecanismos de progressão da empresa ou de avaliação de performance. Será que há formas de descobrir e tratar esses casos mais cedo? Gostaria também de discutir quais os incentivos perversos que outros campers mais vêem.

Como você acredita que pode contribuir nessa edição do Agile Coach Camp?

Minha vivência em diversos papéis diferentes dentro da Agilidade me colocam em uma boa posição para trazer a visão de, por exemplo, desenvolvedora de software a discussões de transformação digital; ou a visão de educadora em conversas sobre colaboração e trabalho em time; ou ainda a de gestora de pessoas quando falamos de autonomia e navegação corporativa. Também trago a perspectiva de quem trabalhou em treinamento, consultoria e em uma empresa de produtos, tanto como responsável por entregas de um time, quanto construindo a célula consultiva interna de agilidade.

Conte-nos qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis

Trabalho com métodos ágeis desde o início da minha carreira, nos mais diversos papéis. Comecei como desenvolvedora, aplicando práticas e valores de XP desde cedo na carreira para criar e evoluir sistemas de software. Então, trabalhei com Scrum, passando pelos 3 papéis do framework em diferentes momentos. Daí em diante, não me apeguei com métodos ou frameworks específicos.

Montei os cursos de agilidade e treinei muitas pessoas na Caelum, colegas e alunos, sobre práticas ágeis de desenvolvimento de software, processos, melhoria contínua e colaboração.

Palestrei em mais eventos de agilidade do que vale a pena mencionar, inclusive todas as Agile Brazil e na Agile Conference, testei muitas ideias doidas de sessão nos saudosos Caipira Ágil. Também fui voluntária em eventos como a XP 2011, Encontro Ágil e, enquanto organizadora, criei o maravilhoso time de voluntários da Agile Brazil, que hoje é rodado por voluntários de outras edições.

Já me denominei Agile Coach, mas hoje sou agilista e gestora, mesmo. Depois de quase 10 anos de Caelum, passei 2 anos na ThoughtWorks como desenvolvedora e líder técnica, fui Tech Manager no Nubank e, hoje, lidero o chapter de agilistas por lá, criado através de merger & acquisitions com profissionais que vieram da PTec e, nesse ano, da Easynvest.

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