Mudança de data

Devido ao agravamento da pandemia de Covid 19 tivemos de alterar a data do evento de Março para Abril, caso queira saber mais clique aqui.





Fábio Souza


O que você planeja aprender ou explorar no Agile Coach Camp e quais os temas que você quer ver discutidos?

Ao ingressar nesse evento imersivo e colaborativo, estarei bem receptivo a discutir quaisquer assuntos que agreguem à nossas vidas e nos ajudem a lidar com nossos desafios dentro das Organizações. Particularmente, vou tentar colocar e explorar temas como:

1) Ao lidar com a resistência natural à mudanças dentro das Organizações, vejo que esbarramos em questões políticas, sociais e comportamentais nos 3 níveis: Operacional, Tático e Estratégico. Nesse momento, entendo que habilidades como coaching, mentoring, teaching e sensemaking são essenciais para conseguirmos prosseguir com as ideias e iniciativas de modo que não percam tração e “emperrem” no meio do caminho. Para tanto, entendo que nós enquanto “agentes de Transformação” precisamos estar constantemente dispostos a tentar ressignificar alguns conceitos e práticas, exercitando desapego, criatividade e empatia. Havendo oportunidade, eu gostaria de contar um pouco sobre minhas vivências nesse âmbito e, se fizer sentido pra outras pessoas, ouvir delas como têm se sentido quanto a isso.

2) Agilidade como carreira. Até que ponto é sustentável ? Sabendo o quanto é importante ter sempre em mente que Agilidade é meio e não fim, entendo que precisamos identificar e tratar algumas questões delicadas, muitas vezes ligadas ao ego e à soberba individual, que cegam e distanciam alguns “Especialistas em Agilidade” dos verdadeiros princípios ágeis. Penso que além de darmos o exemplo, precisamos constantemente alertar pessoas que ainda insistem em utilizar discursos um tanto quanto vazios e não pragmáticos que acabam tendo efeitos contrários: geram descrença, insatisfações e conflitos que tendem a "emperrar" relações ao invés de nos aproximar dos consensos que realmente resolvem problemas e geram valor à pessoas.

3) Em tempos de 100% remoto, tenho percebido dificuldades em manter as equipes engajadas e coesas, com participação ativa em reuniões que deveriam ser altamente participativas. Tenho visto que em alguns ambientes, a pandemia potencializou o mal do “corpo presente(?), mente ausente”. E isso vai além do hábito “contagiante” da Webcam fechada. Ao tentar lidar com isso, percebi que podemos inclusive esbarrar em sintomas de burnout, depressão e condições de insalubridade. Para aquelas pessoas a quem fizer sentido, estarei aberto a ouvir e tentar contribuir sobre esse assunto que pode ser delicado e desafiador, mas precisa estar sempre em nosso radar daqui em diante.

Como você acredita que pode contribuir nessa edição do Agile Coach Camp?

Nos últimos anos, venho atuando em papéis como Product Owner, Team Leader e Agile Coach onde tive ricas experiências dentro de uma pluralidade de contextos e segmentos de indústria. Acredito que essas vivências me trazem uma boa bagagem e grandes aprendizados que provavelmente podem contribuir durante as dinâmicas e discussões no contexto de Agilidade e de desafios em movimentos de Transformação. Creio também que posso ajudar na Facilitação de dinâmicas e moderação de painéis. Atividades que gosto de fazer e desenvolvi bastante ao atuar como Organizador de eventos da Comunidade Agile Campinas & Região durante 2 anos e meio.

Conte-nos qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis

Desde 2015, quando tive os primeiros contatos com os princípios ágeis, pude assumir diferentes papéis relacionados à gestão de produtos e equipes, onde sempre tentei ajudar pessoas a expandirem seus níveis de consciência no âmbito da gestão do trabalho e tentando observar os contextos sistemicamente. Mais recentemente, minha missão tem sido contribuir para a criação de equipes colaborativas, resilientes e com uma cultura de melhoria contínua para que consigam potencializar sua entrega de valor e estarem aptas a se adaptar rapidamente frente às pressões internas e externas. Para isso, sempre tentei trazer dados e fatos que evidenciassem a necessidade de mudanças. Após essa conscientização, aí sim entendo que podemos partir para a validação de hipóteses de melhoria através de pequenas mudanças evolucionárias. Por onde passei - Organizações pequenas, médias e grandes - sempre tentei reforçar essa cultura (comportamentos), que entendo que são essenciais para a sustentabilidade e sobrevivência de qualquer equipe ou Organização.

Voltar