Mudança de data

Devido ao agravamento da pandemia de Covid 19 tivemos de alterar a data do evento de Março para Abril, caso queira saber mais clique aqui.





Isna Faria


O que você planeja aprender ou explorar no Agile Coach Camp e quais os temas que você quer ver discutidos?

Atualmente estou em um cenário de uma empresa que está passando pela transformação ágil e digital, mas que vem de um contexto fortemente tradicional. Esse é um desafio que me fez olhar por outra perspectiva, será que a agilidade é sempre o melhor caminho? Como trabalhar a agilidade em escala se a base operacional ainda possui baixíssima maturidade ágil, porém níveis táticos e estratégicos anseiam por mudanças?

Como nós, agilistas, conseguimos contribuir para mitigar os efeitos do alto turnover de empresas de tecnologia no dia a dia de times? Também busco construir conexões com colegas de profissão que ainda não tive a chance de conhecer, sair da bolha que muitas vezes acabamos vivendo por conta das pessoas e situações à nossa volta e aproveitar desde o momento do cafezinho até discussões mais acaloradas sobre o que futuro reserva para as pessoas agilistas, tendo em vista que em grandes organizações essa figura não existe mais.

Por fim, tenho observado que no meio da nossa comunidade existem muitas pessoas julgadoras e, por experiência própria e relatos de pessoas próximas, acabam não cultivando uma conversa de diferentes pontos de vista com trocas construtivas. Como podemos contribuir uns com os outros sem diminuir a opinião de ninguém ou nos afastar do ambiente seguro que tanto defendemos como importante?

Como você acredita que pode contribuir nessa edição do Agile Coach Camp?

Sempre gostei muito de passar e absorver conhecimento, nesses quase 5 anos de experiência pude me desenvolver em team building e gestão de pessoas, participando do zero da construção de dois times de uma grande empresa d tecnologia.

Me aprofundei em temas como design thinking e lean inception participando desde a concepção até o lançamento de vários produtos digitais. E hoje, além de liderar a disseminação ágil e gestão de portfólio em uma tribo, participo da facilitação e acompanhamento de OKR de camadas operacionais, táticas, e estratégicas, de uma empresa fortemente tradicional.

Conte-nos qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis

Iniciei na agilidade em uma empresa que não tinha referências da área para eu seguir, dessa forma, tudo que construí nesse período foi pelo que eu identifiquei como prioritário, com base nas dores que os times em que eu estava relataram.

Então minha experiência nesse início foi toda na tentativa e erro, o que me trouxe muito aprendizado do que, principalmente, não fazer. Por exemplo, comecei a estudar sobre métricas e achei que poderiam trazer insights bacanas para o time, não foquei no problema e não abordei a teoria daquilo que eu estava propondo, isso fez com que o engajamento das pessoas fosse baixíssimo, cada um entendesse o dado de uma forma e ninguém estivesse em busca de nenhuma solução, apenas de culpados.

Depois, participei desde a ideação até a entrega de vários produtos digitais, ao qual me conectaram com o mundo do discovery e a importância de testar e validar o quanto antes.

Através da Explica Ágil tenho a oportunidade de mentorar pessoas que estão em transição de carreira ou já possuem anos na área, o que me possibilita testar ideias em contextos diferentes e também trazer percepções do mercado. Além de palestrar em eventos e empresas.

Voltar