Mudança de data

Devido ao agravamento da pandemia de Covid 19 tivemos de alterar a data do evento de Março para Abril, caso queira saber mais clique aqui.





Mara Rocha


O que você planeja aprender ou explorar no Agile Coach Camp e quais os temas que você quer ver discutidos?

Gostaria de discutir sobre a Escalada do Agil dentro e fora do ambiente de desenvolvimento de softwares. Acredito que nessa perspectiva posso compartilhar, e principalmente, ouvir historias sobre o trabalho em organizações híbridas e não tão agile. Esse meu desejo ocorre porque embora os cursos, podcastas falem muito sobre métodos e framework de um “novo mundo” muitas vezes temos que adaptar frente a maturidade de cada empresa, especialmente em industrias de manufatura, consumer products, etc.

E, é claro, após 02 anos de pandemia….gostaria de ter um bate papo com o grupo sobre aprendizados frente ao desafio de co-criação, colaboração e criação e formação de times em ambiente remoto. O que fizemos que deu certo? E o que não deu? Na minha experiencia eu tenho usado muito miro, mural e focado em acordos e ritos para que o time esteja presente e conectado nos momentos que realmente importam…., Mas embora eu tenha identificado avanços… acredito que aquela proximidade humana ainda não foi alcançada e com isso o potencial de criação/ co-criação ainda nao foi plenamente alcançado. Quando comparo minha relaçao com colegas de experiencias presenciais com aqueles que eu apenas vivi online. não consigo ver uma paridade.

Como você acredita que pode contribuir nessa edição do Agile Coach Camp?

Eu sou psicóloga, trabalho como CX em grupo de produtos e atuei em minha carreira como projetos e gestão de mudança em corporações. Apesar de não ser agilista de carteirinha, eu sempre busco usar os métodos e técnicas no desenvolvimento do time e trabalho junto a SQUADS, TRIBOS E GUILDAS. Tenho certificação KANBAN e SCRUM e quero aprender e me vincular mais o Agil.

Acredito que minha vivencia diferenciada fora de TI e de empresas digital first…pode contribuir e ajudar em algumas discussões. Também acredito poder contribuir com uma visão “de fora” da Agilidade pode lembrar que não adianta ser agil se não estivermos falando o que é a maior dor e o mais relevante para nossos clientes (internos e externos). Por último, também posso reforçar a importância de ter um Agile Coach para nos ajudar a trilhar o caminho, deixar rastros direcionadores e ….o que é mais comum… mediar os perrengues que passo com o time de produtos e CS e CX. e na operação em geral.

Conte-nos qual é a sua experiência colaborando para que equipes e organizações sejam ágeis

Atuei no Greenhouse – Em um projeto global coordenado pela IDEO trabalhei com design thinking e alguns conceitos agil (BEM BASICOS - ainda estavamos em um momento de baixa maturidade) em um lançamento global e implantação do Greenhouse São Paulo. Em um momento em que a firma estava “tombando” seus produtos de BU (analytics, tax, capital humano) pra soluções por indústria; além de capacitar diversos profissionais. Ainda nessa experiencia coordenei varios processos de discovery e construção de roadmaps por indusitria, para desafios internos e externos. Em uma empresa de 176 anos e com + de 230 mil funcionarios no mundo, esse projeto foi bastante recompensador pois foi uma mudança que ao longo de 3 anos realmente contaminou toda a corporaçao.

Atuei no Bradesco Seguros junto ao ATO como guilda de CX, trabalhando em 03 frentes: 1. transformação cultural por meio de benchmarking, capacitação, treinamento e criação de comunidades em uma corporação carreirista e conservadora ; 2 avaliação da relevância dos canais; produtos/ features; processos do ponto de vista do cliente e dos corretores para que os pontos de dor e pontos criticos fossem considerados na discussão integrada dos SQUADS e construção da PI Planning. 3 Acompanhamento da resolução das principais dores de reclamaçoes do BACEN/ SUSEP | PROCON, ETC Estabelecendo squads para a revisao de processos, produtos e serviços. Nessa experiencia vivenciei o cansaço do agile em uma empresa bastante hierarquica e de baixa responsividade, mas vi como que - ao menos na seguradora - muita coisa conseguiu mudar.

Na Bayer meu papel foi sempre trabalhando no processo de Discovery junto aos clientes garantindo o looping e aos testes ao longo do desenvolvimento de forma a garantir descoberta continua e entrega continua. Em uma empresa OFF LINE, a mudança forçada pelo COVID, especialmente envolvendo a força de vendas e o tratamento de pacientes oncologicos foi bastante desafiados devido a maturidade do time, da cultura e a resistencia do middle management.

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